Muitas famílias já cursaram Farmácia na Unisantos. Começamos com os Huber. Alexandre (filho) está cursando agora. O pai, Francisco Alberto Huber, foi da turma de 2000. Atualmente, são proprietários da Huber Farmácia de Manipulação, com dois endereços. Nós, da Unisantos, desejamos cada vez mais sucesso para vocês.
E onde estão os demais? Mande uma foto para nós. Publicaremos com grande prazer!
O blog como uma construção coletiva.
Este espaço agora é destinado para novidades do curso de Farmácia da UNISANTOS. Aqui você encontrará destaques do curso, alunos bem sucedidos no mercado de trabalho e também poderá tirar suas dúvidas.
Se você é vestibulando ou tem alguma dúvida em relação ao curso, entre em contato através do
e-mail: coord.farmabio@unisantos.br.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Doença Renal Crônica (texto porduzida pela acadêmica Luciana Denubila)
A doença renal
crônica (DRC) é considerada um grande problema de saúde pública (COUTINHO,
2011; MARTINS; CESARINO, 2005). Segundo um estudo realizado pela Sociedade
Brasileira de Nefrologia (CENSO 2011), em 2009 cerca de 77 mil brasileiros
faziam diálise (tratamento realizado quando os rins já não funcionam
corretamente). Já em 2010, cerca de 90 mil brasileiros submeteram-se a este
tipo de tratamento.
De acordo com
Moreira (2008), pacientes com DRC em processo dialítico muitas vezes requerem
um grande número de medicações devido à própria doença. Além da deficiência de
eritropoetina (hormônio produzido pelos rins saudáveis), para controle de
anemias, outros fatores podem contribuir, como por exemplo, a deficiência de
ferro, deficiência de ácido fólico e vitamina B12. Outras medicações também são
utilizadas devido a DRC ser consequência de uma doença primária como a
hipertensão arterial e/ou diabetes.
O paciente que
faz hemodiálise, geralmente, faz uso de medicamentos antes, durante e/ou após a
sessão de hemodiálise. A heparina (anticoagulante) é utilizada para evitar que
o sangue coagule durante a sessão; vitaminas do complexo B são aplicadas ao
final da sessão, elas são necessárias para a reposição destas vitaminas perdidas
durante o processo de hemodiálise; vitamina C é aplicada ao final da sessão,
pois ajuda que a mobilizar o estoque de ferro no organismo (MENDONÇA, 2008).
Os rins são
responsáveis pela eliminação do excesso de fósforo. Com a perda da função renal
sua eliminação fica prejudicada e a absorção de cálcio no intestino também. Com
isso, não há equilíbrio entre fósforo e cálcio no sangue. O carbonato de cálcio
é utilizado no paciente renal crônico para evitar a absorção do fósforo e sua
associação ao cálcio, impedindo que eles se misturem no sangue e sejam
depositados nas paredes dos vasos sanguíneos, evitando assim o surgimento de
edema, além prevenir a fragilidade dos ossos (osteoporose) devido à falta de
cálcio. O uso de anti-hipertensivos
reduz a pressão arterial (doença de base causadora da DCR) e o uso de
diuréticos evitam que líquidos sejam acumulados no organismo permitindo que a
pressão arterial não fique elevada.
A utilização de
eritropoetina também se faz necessária, pois estimula a produção
de células sanguíneas pela medula óssea e tal estímulo permite que as anemias
resultantes da IRC sejam controladas. Ela repõe o ferro eliminado durante o
processo da diálise (MENDONÇA, 2008; RIELLA, 2010). De acordo com Riella (2010), a recomendação de suplementação
de ferro varia de acordo com o uso ou não de eritropoietina (EPO). Pacientes
não recebendo EPO usualmente não necessitam de suplementação de ferro, porém
aqueles recebendo EPO normalmente necessitam da suplementação de rotina.
Como pode ser
observado acima pacientes com DRC necessitam de vários medicamentos e durante o
processo de hemodiálise eles podem ser eliminados, pois a hemodiálise é um
processo de retirada do sangue por uma máquina especifica, onde é filtrado para
a retirada de substâncias indesejáveis (tóxicas) ao organismo. Porém durante
esse processo certos medicamentos podem ser eliminados (dializados) e, com
isso, necessitam de reposição de doses.
Os pacientes com
DRC possuem a excreção renal comprometida e, a chance de ocorrer intoxicações e
interações medicamentosas, as quais podem aumentar ou reduzir a ação
farmacológica de determinado(s) medicamento(s) são maiores. Portanto, a
quantidade de medicamentos utilizados pelos insuficientes renais crônicos merece
uma maior atenção devido ao risco de ocorrer interação entre os medicamentos. Já
os medicamentos dializáveis podem ser perdidos durante a hemodiálise
necessitando de reajuste de dose. Tais fatos prejudicam a terapêutica, pois
todos os medicamentos são fundamentais para o paciente, prejudicando assim
qualidade de vida do paciente.
REFERÊNCIAS:
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA. Disponível em: <http://www.virtual.unifesp.br/cursos/enfnefro/restrito/docunload/insrenalcro.pdf>.
Acesso em 12 de março de 2012.
COUTINHO et al. Estudo de rastreamento precoce da doença renal na população de Palmas -
TO: uma aplicação do Scored comparada aos métodos convencionais. Disponível
em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-16022012-172324/pt-br.php>.
Acesso em 13 de março de 2012
MARTINS, Marielza R. Ismael; CESARINO,
Claudia Bernardi. Qualidade de vida de pessoas com doença renal crônica em
tratamento hemodialítico. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692005000500010&lng=pt&nrm=iso>.
Acesso em 12 de março de 2012.
MENDONÇA, Daniele de Paula. Qualidade de vida dos portadores de insuficiência renal crônica em
tratamento de hemodiálise. Disponível em: < http://pt.scribd.com/doc/58323533/3/Terapeuticas-Farmacologicas-da-Insuficiencia-Renal-Cronica>.
Acesso em 11 de abril de 2012.
MOREIRA
et al. Adesão ao Tratamento Farmacológico em Pacientes com
Doença Renal Crônica.
Disponível em: <www.jbn.org.br/audiencia_pdf.asp?aid2=69&nomeArquivo=30>. Acesso em 12 de março de 2012.
RIBEIRO et al. Prevalência da automedicação
na população estudantil do Instituto Politécnico de bragança. Disponível em: <http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S0870-90252010000100005&script=sci_arttext>. Acesso em 14 de março de 2012.
RIELLA,
Miguel Carlos. Princípios de Nefrologia
e Distúrbios Hidroeletrolíticos. 5.
Ed. Guanabara Koogan, 2010.
SHMID, BERNAL e SILVA. Automedicação
em adultos de baixa renda no município de São Paulo. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsp/v44n6/1493.pdf>. Acesso em 13 de março de 2012.
Sociedade Brasileira de Nefrologia. Disponível em:
http://www.sbn.org.br/index.php.noticiasListagem. Acesso em 12 de março de
2012.
Amamentação (Texto produzido pela acadêmica Samantha Leal)
Medicamentos
e Amamentação
O leite materno é fundamental para a
saúde da criança devido a suas vantagens nutricionais, imunológico. A
amamentação favorece a relação afetiva mãe-filho e o desenvolvimento da
criança. Desta forma, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) recomenda o aleitamento materno até pelo menos dois anos, devendo ser
praticado de forma exclusiva até o sexto mês de vida. Entretanto, existem fatores
que contribuem para a interrupção precoce da amamentação, dentre os quais o uso
de medicamentos pela mãe. Existem situações
em que uma mãe que amamenta necessita tomar medicamentos, seja para uma doença
crônica,seja para uma patologia menos importante como uma gripe,uma dor leve,
ou qualquer complicação relacionada com a gravidez ou período perinatal.(MINISTERIO
DA SAÚDE)
A
necessidade de medicamentos na lactação deve ser encarada com preocupação
devido à relação entre uso e o desmame. Estudos demonstraram que mulheres em
tratamento farmacológico de doenças crônicas iniciavam a amamentação menos
frequentemente do que as mulheres da população geral e, quando iniciavam,
desmamavam seus filhos mais precocemente. (CHAVES et al,2007)
Para que o profissional de saúde
possa se orientar sobre o uso de medicamentos na lactação, é necessário ter
conhecimento sobre os fatores que determinam sua segurança nesse período. Tais
fatores podem estar relacionados com o leite materno, com a mulher, com a droga
ou com o lactente. (Chaves,Lamounier 2004)
A exposição ao fármaco, por parte do
bebê, depende da concentração no leite materno e da quantidade de leite
consumido, e a atividade farmacológica está relacionada à sua absorção,
distribuição, metabolismo e eliminação pelo bebê.A transferência de um
medicamento para o leite humano é determinada por gradiente de concentração que permite a
difusão passiva de fármacos livres e não ionizados. A concentração do fármaco
no leite é influenciada pela concentração no sangue da mãe, e esta concentração
tende a ser mais baixa em medicamentos que têm um grande volume de
distribuição. Os medicamentos que tem elevado peso molecular, ou que são pouco
lipossolúveis tendem a não passar para o leite em quantidades significativas.
(Gomes,2008).
A interrupção da amamentação durante o
uso de medicamentos só se justifica se o fármaco em questão fosse
contra-indicado neste período. Porém, na literatura, são descritos outros
fatores utilizados como justificativa para a prática do desmame, dentre eles: o
desconhecimento dos profissionais de saúde sobre o tema, as informações não
científicas em bulas de medicamentos, a falta de informações na literatura
sobre a segurança dos fármacos na lactação e, enfim,a preocupação das mães
quanto ao uso de medicamento nesse período.
Em geral, mães que amamentação
devem evitar o uso de medicamentos porém se houver a necessidade de tal uso deve-se
avaliar a necessidade da terapia medicamentosa,fazer
opção por uma droga já estudada, que seja pouco excretada no leite materno,ou
que não tenha risco aparente para a saúde da criança. Selecionando drogas
seguras e levando-se em conta a idade do lactente, o aleitamento materno só
excepcionalmente precisará ser descontinuado quando a mãe necessitar de
tratamento farmacológico (Chaves,Lamounier 2004)
MINISTÉRIO DA SAÚDE Disponível em:portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/amamentacao_drogas.pdf<Acesso
em 14 de abril de 2012
CHAVES ,R.G.;LAMOUNIER,J.A. Uso de medicamentos durante a lactação<Jornal de Pediatria 2004 by
Sociedade Brasileira de Pediatria>Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5s0/v80n5s0a11.pdf.Acesso
em 13 de abril de 2012
CHAVES,R.G.;
LAMOUNIER, J.A; CESAR,C.C.Medicamentos e
amamentação: atualização e revisão aplicadas à clínica
materno-infantil.Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rpp/v25n3/a14v25n3.pdf.Acesso em 14 de abril de
2012
GOMES,A.
Aleitamento materno e medicamento< Acta Pediátrica Portuguesa Sociedade Portuguesa
de Pediatria >Disponível em: http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/12/20090219172613_Crit%20Sitio_Gomes%20A_39(5).pdf. Acesso em 13 de abril de
2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Atividade dos alunos do curso de Farmácia
As atividades dos alunos na feira livre e no campus Dom Idílio, além da palestra da acadêmica Josana, com o tema sobre o descarte de medicamentos, foram um sucesso.
Acesse http://www.unisantos.br//boletim//boletim118/boletim-m1.html
Acesse http://www.unisantos.br//boletim//boletim118/boletim-m1.html
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Dicas sobre a prevenção de infecção urinárias nas mulheres
terça-feira, 3 de abril de 2012
Natássia Aparecida Augusto, após excelente vida acadêmica no curso de Farmácia na turma 2011, foi aprovada em primeiro lugar no Processo Seletivo 2012 para a Residência Multiprofissional em Saúde.
Parabéns Nah, muito sucesso para você!
Tathiane Santos
Ex-aluna do curso de Farmácia, turma 2006, foi aprovada, recentemente, em concurso para prestação do serviço militar. Ela está muito feliz e irá trabalhar na área de Análises Clínicas.
Parabéns Tathiane e muito sucesso nessa nova carreira.
Mais informações aos interessados
O Serviço Militar prestado nas Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica - pelos brasileiros regularmente matriculados nos Institutos de Ensino oficiais ou reconhecidos destinados à formação de Médicos, Farmacêuticos, Dentistas e Veterinários, ou diplomados pelos referidos Institutos, está regulado pela LEI DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR (Lei nr 5292 de 08 Jun 67), que se aplica aos estudantes de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária e aos Médicos, Farmacêuticos, Dentistas e Veterinários.
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